A conectividade é um elemento fundamental para a vasta maioria das soluções digitais. Mas qual é, exatamente, o seu papel nos exemplos mais comuns de tecnologia corporativa?
Além da nuvem, que já foi tema da nossa explicação anteriormente, o recurso incorpora e define diversas outras ferramentas do dia a dia das empresas.
No big data, é o meio que conecta as infraestruturas de captura, armazenamento e processamento de dados, permitindo que um grande volume de informações trafegue de forma ágil e dinâmica entre esses elementos.
A partir de então, o que era uma informação isolada, pode ser associada a outro conteúdo para formar conhecimento – ou insights. E que, por sua vez, podem basear decisões e ideias.
Já na internet das coisas (IoT), a função do recurso é mais clara, permitindo que múltiplos dispositivos inteligentes interajam com o mínimo de intervenção humana. A partir do funcionamento em conjunto, os equipamentos são capazes de automatizar tarefas, metrificar parâmetros com muito mais precisão e, consequentemente, agregar velocidade e eficiência às operações.
Dentre as tecnologias de SD-WAN, a conectividade se caracteriza mais como objeto da solução do que meio, em comparação com as anteriores. Isso ocorre porque a função essencial das redes definidas por software (Software Defined Wide Area Network, SD-WAN) é agir sobre os recursos de conexão, gerindo-os de forma inteligente.
Conforme denota o nome, isso é feito a partir de softwares, que além de priorizarem os conteúdos mais importantes para as atividades da empresa, priorizam o melhor link. Isto é, o caminho mais rápido e estável, dentre as opções disponíveis, para a informação trafegar.
Proteção em primeiro lugar
Adicionalmente, quando se fala em segurança, a conectividade também exerce mais de um papel. Isso porque, da mesma forma que serve de via para as informações trafegarem, tal infraestrutura, quando desprotegida, pode trazer ameaças e abrir brechas para invasores.
É justamente esse o motivo de muitas das ferramentas de cibersegurança agirem em conjunto às soluções de rede ou conectividade, identificando e barrando quaisquer vetores de ataques ou roubos de informações.
Na Vivo Empresas, esse é o caso do Vivo Wi-Fi Seguro, que protege redes Wi-Fi públicas e privadas e do Vivo Filtro Web (WSG), que garante a segurança da navegação de internet, independentemente do local ou dispositivo do usuário.
Para aqueles que exigem ainda mais proteção, do Vivo Segurança Gerenciada, que acrescenta múltiplas barreiras contra ameaças vindas da web, incluindo monitoramento em tempo real.
Móvel e fixa
Quando se fala em conectividade, é importante diferenciar o que separa as soluções móveis das fixas. Muito embora não sejam difíceis de distinguir, há alguns detalhes que podem fazer toda a diferença na hora de escolher com qual contar para determinada tarefa.
No caso da fixa, a modalidade mais conhecida é a banda larga, um termo que, a princípio, descrevia qualquer conexão que superasse consideravelmente as velocidades da antiga internet discada. Atualmente, no entanto, os parâmetros que definem uma boa conexão são mais exigentes.
A depender da região, por exemplo, já é possível contratar planos Vivo Empresas com taxas de download que ultrapassam 1 gigabit por segundo (1Gbps). Isso é possível graças aos novos meios de transmissão, como as redes mantidas por cabos metálicos e de fibra ótica, no caso das ‘ultravelocidades’.
Já no tocante à conectividade móvel, atualmente, as tecnologias mais populares no Brasil são o 4G e o 4.5G, que conectam dispositivos e usuários utilizando ondas de rádio. No entanto, até chegar às antenas, de onde o sinal sem fios é fornecido, a conexão móvel opera de forma similar à fixa, com os dados trafegando majoritariamente por meio de linhas cabeadas.
Conforme é possível observar, cada alternativa tem suas vantagens e cenários ideais de aplicação. Na maioria das instalações urbanas, e nas quais a mobilidade não é uma necessidade, as soluções fixas, como a fibra óptica, o link dedicado e a internet via satélite, oferecem a maior velocidade pelo menor custo.
Já nas circunstâncias em que não há disponibilidade dessas redes, ou quando a prioridade é estar conectado, independentemente do local, as alternativas móveis já são capazes de unir versatilidade e rapidez. É o caso dos planos Smart Empresas, para celular, e do Internet Box, que, com o auxílio do 4.5G, leva a ultra banda larga da Vivo até para as regiões sem suporte às conexões cabeadas.
O que muda com o 5G?
A chegada da tecnologia 5G é um marco para o paradigma da conectividade no mundo todo, não só no Brasil. Apesar disso, muitos ainda se questionam sobre o real impacto da quinta geração de redes móveis. Afinal, o que o 5G traz de tão revolucionário?
Primeiramente, é preciso compreender que a consolidação da nova rede ocorrerá a longo prazo, assim como foi com o 4G – que, em 2023, completará 10 anos de existência em nosso território.
Nessa última década, ou quase, a tecnologia 4G, por vezes também chamada de LTE, evoluiu suficientemente para ser empregada em soluções de IoT autônomas, em regiões onde a infraestrutura tradicional seria muito custosa, em sistemas de missão crítica, cujo funcionamento é fundamental para as atividades mais básicas da empresa, entre outros.
Da mesma forma deve ocorrer com o 5G, que, em 2022, passa por sua primeira fase de implementação no Brasil, chegando a grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
5G une velocidade e mobilidade
Futuramente, além da expansão geográfica, a consolidação do 5G também permitirá aplicá-lo em prol das empresas, permitindo que tenham redes privadas de alta velocidade. Assim, o maior diferencial do 5G será oferecer velocidades comparáveis às melhores soluções de conectividade fixa atualmente, mas mantendo todos os benefícios de uma rede celular, como a mobilidade e a ausência de fios.
Mais do que grandes taxas de download e upload, no entanto, o 5G também trás benefícios de estabilidade e responsividade para a infraestrutura móvel, o que torna seus campos de atuação ainda mais vastos. Não por acaso, estima-se que a tecnologia representará um marco para as atividades corporativa e industrial no futuro.
Entretanto, considerando que toda essa transformação ocorrerá gradativamente, à medida em que a demanda por conectividade também se desenvolve, o 4G ainda se mantém como a principal tecnologia de rede móvel até o momento.
Isso ocorre devido às suas ampla disponibilidade, vasta compatibilidade com diferentes equipamentos e expressiva versatilidade, haja vista implementações como o NB-IoT e o LTE-M.
Baseadas no 4G, essas soluções já oferecem conectividade móvel de alta velocidade e baixa latência, bem como com reduzido consumo energético, para diferentes dispositivos e sistemas.